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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Eficiência energética ganha espaço nas empresas

Artigo da Jornalista Andrea Vialli, com especialização em sustentabilidade pela Schumacher College, do Reino Unido, publicado no site http://blog.estadao.com.br/blog/.


A crise financeira, a necessidade de reduzir custos e as preocupações com sustentabilidade e com o suprimento de energia no longo prazo estão ampliado o mercado no Brasil para as empresas que realizam projetos de eficiência energética, conhecidas como escos.
Em 2008, o setor faturou R$ 1,4 bilhão, um aumento de 35% em relação a 2007. Para este ano, o salto deve chegar a 70%.
As escos começaram a ganhar espaço com o apagão energético de 2001, quando o setor privado se viu às voltas com a necessidade de economizar energia.
“Agora, a eficiência energética está sendo incorporada à gestão das companhias. Hoje é um movimento mais estrutural, não para remediar uma situação pontual de falta de energia”, diz Maria Cecília Amaral, diretora executiva da Abesco, a associação que reúne as empresas do setor e que realiza, na semana que vem, o sexto Congresso de Eficiência Energética, em São Paulo.
Segundo ela, o potencial de mercado para essas empresas é ainda maior, uma vez que o País perde, todo ano, R$ 17 bilhões com o desperdício de energia. Não é pouca coisa.
Aumentar a eficiência pode significar menos investimentos em geração de energia - e na energia suja de termelétricas a óleo e carvão, um caminho que o governo equivocadamente começa a trilhar.
A seguradora Porto Seguro é uma das empresas que precisou economizar energia na época do apagão e que transformou a necessidade em um programa mais abrangente de eficiência energética. Em 2001, a empresa começou a fazer , com a ajuda de uma esco, a Nittoguen, o mapeamento do consumo de energia em sua sede, no bairro de Campos Elísios, em São Paulo, onde trabalham cerca de 4,5 mil pessoas.
“Descobrimos que o ar condicionado e o sistema de iluminação do prédio, que tem mais de 50 anos de construção, estavam consumindo energia demais”, conta Adriano Almeida, coordenador do setor de obras e projetos da Porto Seguro.
Uma vez detectado o problema, os passos seguintes foram modernizar as instalações elétricas, trocar os equipamentos obsoletos e, num segundo momento, expandir as reformas para os demais imóveis da empresa – 260 em todo o Brasil.
O investimento de R$ 3 milhões se pagou em três anos, com uma economia de energia da ordem de 20% em relação a 2001.
“Os resultados foram surpreendentes”, diz Almeida. De 2001 até hoje, a empresa conseguiu registrar uma economia anual de 900 megawatts/ano, o equivalente à produção de uma pequena central hidrelétrica.
“Quem envereda por esse caminho da eficiência energética acaba gostando.” Já é lei
Um outro fator que tem impulsionado a atuação das escos é a lei da eficiência energética (Lei 10.295/01), que prevê que as concessionárias de energia elétrica destinem 0,5% de sua receita líquida para projetos de uso racional de energia. Grande parte desses projetos está voltada para famílias de baixa renda.
São programas de troca de geladeiras antigas e de regularização de instalações elétricas em favelas e palafitas.
A MGD Engenharia, de São Paulo, é uma das escos que têm realizado projetos desse tipo, em parceria com concessionárias como Elektro e CPFL Energia.
“Conseguimos regularizar 20 mil residências de baixa renda nos últimos três anos”, diz Norberto Duarte, presidente da MGD Engenharia.
A empresa também realiza projetos para a indústria, e tem clientes como Vicunha Têxtil, Kaiser e Eaton. “A demanda está crescendo 30% ao ano e deve continuar nesse ritmo.”

terça-feira, 30 de junho de 2009

Eficientização nas Empresas – Um caminho para o controle dos gastos administrativos.

Por Jorge Paulino
Engenheiro Eletricista
Hoje, as empresas buscam a redução de custos, tanto nas áreas de Produção, como nas áreas Administrativas. As empresas investem em novas ferramentas de controle de produção, em tecnologias, em de gestão de pessoas, controles financeiros, etc…, porem ainda existe um vilão conhecido pouco combatido pelos gestores, ele se chama desperdício que só poderá ser quebrado com uma reengenharia e com a quebra de paradigmas do comportamento corporativo.
O combate aos desperdícios, principalmente pelos custos das tarifas de água, luz, telefone, tornaram-se um importante fator na gestão eficiente e são indispensáveis à estrutura física de qualquer negócio.
O custo da energia elétrica é algo que, a princípio, pode ser complexo, mas, quando se inicia um estudo sobre o assunto percebe-se que, com um pouco de esforço, é possível interpretar e analisar o que será melhor para a empresa no que se refere ao contrato de energia elétrica. O combate as lâmpadas acesas, ao ar condicionado desregulado ou ligado desnecessariamente, aos ventiladores, as cafeteiras trará uma redução significativa ao valor final do consumo de energia elétrica. Na indústria e no comércio, uma provável redução no gasto de energia traz reflexo diretamente no preço de venda ou de transferência do produto. Em estabelecimentos que não usam energia elétrica como fator integrante na produção, um controle eficiente trará vantagens nos custos fixos com a redução do valor a ser pago a título de energia elétrica.
Outro vilão é o consumo de água, quantas vezes nos deparamos com os problemas de infiltração, vazamentos ou com a má utilização da água e, não educamos ou acionamos a pessoa responsável em solucionar o problema.
Temos também o desperdício pelo uso inadequado dos equipamentos de telefonia por comodismo ou má educação. Pode-se economizar por meio da utilização de softwares para controle e otimização do uso dos serviços telefônicos.
Mais do que uma obrigação, a concientização e a eficientização são fatores de grande relevância nos custos totais de uma empresa, uma vez que permite quantificar e planejar os investimentos. Ao estudar a otimização dos serviços , melhorar o desempenho de cada setor, investir em novas tecnologias, no treinamento e concientização dos funcionários reduziremos o custo final de cada um dos produtos. As empresas sentirão os benefícios decorrentes da aplicação do investimento na eficientização e, consequentemente na reduções de custos totais administrativos.

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